Segundo relatos da mídia estrangeira, em 4 de março de 2026, a gigante global da mineração Rio Tinto está considerando seriamente a retomada da produção de alumínio eletrolítico em sua unidade de Te Wai Point, perto de Bluff, na Nova Zelândia – a unidade eletrolítica nº 4. O principal benefício desse plano de retomada é a recente alta contínua dos preços internacionais do alumínio, que melhorou significativamente a viabilidade econômica do projeto.
Relata-se que os preços internacionais do alumínio têm apresentado um forte desempenho recentemente, ultrapassando com sucesso a marca de US$ 3.000 por tonelada e atualmente oscilando perto da máxima histórica de US$ 3.148, representando um aumento de 24% desde o final de março deste ano. Por trás dessa alta nos preços estão fatores como o esperado aumento da diferença entre oferta e demanda global de alumínio eletrolítico e a redução da oferta devido à paralisação de algumas fábricas.fábricas de alumínioO que impulsionou ainda mais a valorização dos preços do alumínio e tornou viável a retomada da capacidade de produção anteriormente ociosa devido a problemas de custo. Vale ressaltar que o preço do alumínio na Bolsa de Metais de Londres atingiu o pico de US$ 3.254 por tonelada durante as negociações de 4 de março, com um aumento intradiário de mais de 3,8%, estabelecendo um novo recorde recente. A atenção do mercado para a tendência subsequente dos preços do alumínio continua a crescer.
Informações públicas mostram que a série de eletrólise nº 4 da fundição de alumínio de Te Wai Point foi obrigada a suspender a produção no início da pandemia de COVID-19 em 2020 e permanece inativa desde então. Como uma importante base de produção de alumínio da Rio Tinto na Nova Zelândia, a fundição depende fortemente do fornecimento de energia, e os custos de energia também são um fator crucial que afeta a retomada de sua capacidade. Já em 2024, a Rio Tinto havia iniciado os preparativos preliminares e começado a solicitar propostas de cooperação de fornecedores de energia interessados em apoiar seu plano de retomada, preparando o terreno para o reinício da produção. Anteriormente, a fundição havia firmado acordos de cooperação de longo prazo com diversos fornecedores de energia, garantindo condições básicas para a produção e operação.
Em relação ao progresso específico da retomada da capacidade produtiva, um porta-voz da Rio Tinto afirmou categoricamente que a decisão final ainda não foi tomada, mas as negociações com potenciais fornecedores de energia estão avançando de forma constante e os trabalhos preparatórios pertinentes estão sendo realizados de maneira ordenada. Especialistas do setor analisam que, se a série de eletrólise nº 4 for reiniciada com sucesso, isso aliviará a escassez global de alumínio eletrolítico e, ao mesmo tempo, ajudará a Rio Tinto a aproveitar as oportunidades do mercado atual, com os altos preços do alumínio, aumentando a lucratividade da empresa.
Do ponto de vista do ambiente geral do mercado, o mercado global de alumínio tem apresentado uma forte tendência de alta desde o início de 2026. O preço do alumínio na LME (Bolsa de Metais de Londres) para entrega em três meses atingiu um pico de US$ 3.295,5 por tonelada, marcando o nível mais alto desde abril de 2022. A alta nos preços do alumínio é atribuída aos efeitos combinados de múltiplos fatores, incluindo a reavaliação da escassez de recursos, a reestruturação dos custos de energia e os prêmios de risco geopolítico. Um relatório de pesquisa do Goldman Sachs prevê que o preço médio do alumínio na LME no primeiro semestre de 2026 será em torno de US$ 3.150 por tonelada. Caso as interrupções no fornecimento persistam, os preços do alumínio podem subir para até US$ 3.600 por tonelada em etapas, o que proporcionaria um ambiente de mercado favorável para a Rio Tinto reiniciar sua capacidade de produção ociosa.
Data da publicação: 04/03/2026
